segunda-feira, 10 de março de 2008

Tenho sono da vida
Bocejo-lhe os dias
Neste travesseiro de sonhos
Que vai desaparecendo comigo
Sob os cobertores em demasia.

Volto-me e reviro-me
Revolto-me da vida
Que me dá sono
E me salga os lençóis
De baba, onde banha
A minha monotonia.

Suspiro o desespero
Penso posições, mão de lado,
Enroscado
Joelhos no queixo, enfim, em vão.
E neste febril movimento
Deliro comigo
A viver.

Pois a vida adormece-me
E me prega as pálpebras
À testa que entretanto
Sua de admiração
À almofada, ao corpo
À vida, ao sonho.
Vagueia frenética
Sem me deixar concentrar
Quão o desejava!, em nada mais
que nada.

Só quando desisto
É que me adormeci
Livre de sonos, vidas
Salvo de mim.

3 comentários:

Anónimo disse...

Não te deixes adormecer.Gostei.

Anónimo disse...

Acho este poema magnífico =)
Gonçalo is on fire.Brilhante. *

Anónimo disse...

Não desistas nunca, meu sobrinho.
Continua: escreves LINDOOOOOOO!!!!
Beijos
Tia S.