quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
enfim.
Asfixia-me o meu negrume,
Cruel me calca e desfaz
Fragmentos do meu corpo nefasto.
Enterrado arrependo
Qualquer memória ou feliz rasto
Que, como a paz da minha mortalha,
Suplico que se esfume
No fumo da fornalha
Onde vou ardendo.
E, cremado, arrependo
Nunca antes ter desistido
Do que ia sendo,
Do que não tinha perdido.
*Hours Of Wealth - Opeth*
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1 comentário:
'E, cremado, arrependo
Nunca antes ter desistido
Do que ia sendo,
Do que não tinha perdido.'
Extraordinário.É de facto a essência do arrependimento. Mas talvez seje também radicalista.Acabariamos por desistir de tudo, só com o medo do arrepender e do perder.
Ok, somos radicalistas =|
Enfim.
Adorei. :)
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