quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Comboio
Passageiro de janela,
Dos prados que passam
Na pressa
Deles, talvez minha.
É como uma tela, aquela janela
Branca e canso-me dela:
Não há cor na carruagem
Que pinte os prados que passam.
Mas eles passam.
A carruagem:
Bancos de pó,
Cabeças poucas
À janela,
Na pressa
De ver os campos que passam
Pelas esperas moucas.
Deles, talvez minhas.
O bilhete
Não houve quem mo picasse,
O revisor estava à janela
À espera que a espera passasse:
O picador era dela.
Mas desistiu, desistimos. As janelas eram pintadas na parede.
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1 comentário:
Xau.Está incrivel.Canso-me de ser repetitiva, mas este é dos meus preferidos, mesmo mesmo.
É realmente verdade o que dizes génio.
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