sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Arranha-se a guitarra,
Arrasta-se a errar
Na ferrugem do seu ruído.
Berra em alarido,
Que nas suas cordas se amarra!


Contudo,
Tão belo é seu falar
Que melodia, o seu arrastar,
A harmonia deliciosa
Das suas notas e barulhos.
Sua música sedosa
É mãe de meu e mais orgulhos.


Assim é amar:
Deixar-se perder no chinfrim
Que não deixa nunca de soar
À doirada cantiga do alecrim.

2 comentários:

Anónimo disse...

Gostei, ó guitarrista x)
Sabes,nota-se algo muito especial entre ti e ela.

Anónimo disse...

Excelente!
Fizeste ali aliterações espectaculares; o contraste entre o barulho ensurecedor e uma melodia bela e calma.
Desculpa se sou repetitiva; está muito bom, guitarrista virtuoso ;)