Guias-me, vento,
Para a esquerda
Sem perceber
Que a tua corrida
Se limita a este momento,
Comigo a obedecer:
Na minha perda,
Tu dás a tua vida.
"Esquerda é o caminho,
Recto e a pecar"
Sussurras sem pudor
Nas frinchas frias.
Para ti, que guias,
Flores por tentar.
Para o esquerdino amor,
Um copo de vinho.
Sempre te aninhaste
Nos meus ouvidos
Mas para a esquerda só vou
Se te calar o meu orgulho.
Os sonhos que o teu pecado chorou
Estão agora benzidos,
Mas não vou, enquanto se arraste
Este barulho.
Mas até sob o zumbido,
O teu pecado
Continuo a admirar:
Como tu, violento,
De veludo cinzento,
Voa e promete voar
Aos passos do meu andar.
Como um falcão ferido,
Ou Afrodite sem passado
A tua filha encanta, vento.
(viajemos então para a esquerda, para a verdade, mas sem a tua vontade de uivar em vão.)
sexta-feira, 23 de novembro de 2007
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário