Partilha-se caldo e pão
À luz do lume brando
Que pelas brasas passa:
Crepita bonacheirão,
Aquece na graça
Do sono que vai soprando.
Dança alegre e corado,
A ver pairar o calor
Avermelhado
Que se embacia no ardor,
Na nostalgia do ar:
Vejo os meus olhos a fechar,
Penosamente,
E ouço-me a sorrir,
A serpentear lentamente
Como o fumo, a subir.
Contam-se histórias
Exóticas, distantes
De aves falantes e árvores errantes
E nelas voo saciado
Por paisagens sem fim
Que exploro, extasiado,
A pairar dentro de mim.
Onde quer que se rume
Também isso partilhamos,
Ao calor do nosso lume:
Cantam-se histórias
E às chamas mil glórias.
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
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1 comentário:
Genial.
Principalmente ' A chave de ouro'.
És o génio da poesia.
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