segunda-feira, 29 de outubro de 2007

The noose

A balançar
No abismo da sua abominável sentença,
Para que aguente a desavença
Que é de si própria,
A vida aclama o amor
Para que a venha salvar.
Até a alma berra
No seu desespero amador
Em desesperar,
Berra e abana a Terra
Com aquele bávaro suplicar
Ao amor que tarda em a agarrar.
À angústia foi abandonada
Quando reparou que caia amordaçada.


(Sentiu o silêncio do fundo no seu final segundo e soube que ao amor sorria, à sua utopia.)

1 comentário:

Anónimo disse...

Por vezes as pessoas sentem-se assim, e a vida está mesmo muito relacionada com o amor.
Mantenho a opinião, é um texto completamente verdadeiro.