A balançar
No abismo da sua abominável sentença,
Para que aguente a desavença
Que é de si própria,
A vida aclama o amor
Para que a venha salvar.
Até a alma berra
No seu desespero amador
Em desesperar,
Berra e abana a Terra
Com aquele bávaro suplicar
Ao amor que tarda em a agarrar.
À angústia foi abandonada
Quando reparou que caia amordaçada.
(Sentiu o silêncio do fundo no seu final segundo e soube que ao amor sorria, à sua utopia.)
1 comentário:
Por vezes as pessoas sentem-se assim, e a vida está mesmo muito relacionada com o amor.
Mantenho a opinião, é um texto completamente verdadeiro.
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