domingo, 28 de outubro de 2007

Bom dia


Frequento
A indiferença falante,

O afável fermento

Que alimenta o meu interesse enfezado.
Fluo sem o que me rodeia
E de mim me faço infante,

Nasci infectado
De egocentrismo fatal,
Mas afortunado.

Infeliz infiel animal.

2 comentários:

Anónimo disse...

Isto faz-me lembrar Vergílio Ferreira, e o existencialismo, muito bom começo :D

Anónimo disse...

Excelente frase final, excelente poema!
E óptimo uso daquele recurso que repete as consoantes!