Padeço da fome que cura
A loucura,
Da fome canibal
Que, apressada, cozinha sem avental
De (fiel) alma madura
E exagero no (escasso) sal.
Sofro da fome que me tempera
E dá sabor à espera
Partilha como amiga, não o centeio mas a espiga
Espiga da (fiel) lembrança
De futuro guloso, de (escassa) esperança.
Corrói, vingativa,
Que no fim não se esquiva
Da dor da justiça
Bêbeda de felicidade, reza desculpa sem missa.
A (fiel) sentença da fome é lida,
Mas esta renasce e esconde toda a (escassa) vida.
(Post Mortem)
(Fiel) fome,
(Escassa) fome.
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
1 comentário:
Mais uma vez, mantenho a minha opinião.
Excelente uso dos parêntesis! :)
Enviar um comentário